quinta-feira, 29 de março de 2018

Forças de Defesa da OTAN não estão preparados para repelir um ataque rápido Russo, segundo jornal norte americano


Por: Redação OD

De acordo com matéria veiculada pelo periódico norte-americano The Wall Street Journal, dos quase 1 milhão de militares efetivos de países membros da OTAN, apenas uma pequena porcentagem deste universo, estão de fato, preparados para realizarem um desdobramento rápido em caso de um conflito armado com a Russia, revela a matéria, citando como fontes antigos e atuais funcionários da OTANRepresentantes do bloco frisam que quase todos os membros europeus da Aliança, sofrem com problemas de prontidão para o combate, escreve a edição. Por exemplo, a Grécia ou a Turquia mantêm exércitos grandes, mas não estão treinados para se instalarem em zonas de conflito no estrangeiro.


Assim como a Alemanha, que dispõe de forças blindadas e de de peças de artilharia significativas, mas seus governantes falam da escassez de equipamentos e da falta de manutenção. De acordo com o jornal, os EUA se manifestam pelo aumento da prontidão para combate e querem assegurar-se que ao menos 30 mil militares, 30 navios de combate e 360 caças estejam prontos para alcançarem o ponto necessário em 30 dias. Fontes, assinalam que o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, apelou à OTAN para acelerar o processo de tomada de decisões, em ampliar as capacidades de transferência das forças e assegurar-se que a Aliança tenha forças para um desdobramento rápido. Representantes da OTAN estão discutindo a proposta de Washington, onde "altos funcionários sublinham o apoio geral à postura dos EUA, enquanto os aliados esperam alcançar um acordo antes da cimeira dos líderes em julho", escreve o jornal.


"A ideia consiste em(...)definir a prontidão de quais unidades deve ser reforçada", escreve a edição, citando o ex-funcionário da administração do ex-presidente Bill Clinton, Hans Binnendijk. Ao mesmo tempo, o ex-secretário-geral da OTAN, Alexander Veshbow, frisou que "as capacidades da OTAN para seu reforço ainda estão longe do desejado". Ademais, o jornal destaca que nem o reforço proposto poderia ajudar em caso de uma "ofensiva maciça russa com uso de armas convencionais". "As forças (tropas de reforço) serão provavelmente instalados no caso de tentativas de Moscou de ocupar gradualmente o território de um dos países aliados da OTAN. O pior cenário para a OTAN seria tal invasão acontecer quando os EUA enviarem as suas tropas de intervenção rápida para resolver a crise na Ásia", diz o autor do artigo. 


Nesta última terça-feira (27), o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, anunciou que a Aliança Atlântica decidiu reduzir de 30 para 20 o número de funcionários da missão permanente russa junto à OTAN como uma medida de resposta em relação ao envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal. Já ontem, autoridades europeias apresentaram um plano de ação para aumentar a mobilidade militar no âmbito da UE e fora dela, destinado ao aumento do nível de interação entre os países-membros na transferência de forças e meios em caso de surgimento de situações de crise. Mais cedo, foi comunicado que os países-membros da OTAN, devido às discordâncias com a Russia em relação à Ucrânia, anunciaram um leque de medidas sobre a ampliação de atividades militares na Europa, inclusive o reforço das forças de intervenção rápida, aumento do contingente estadunidense, crescimento drástico do programa de treinamentos e patrulhamentos, bem como o aumento das despesas com a defesa. 

*Com Informações de Agências de Notícias Internacionais
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