quarta-feira, 28 de março de 2018

AMAZUL e Ministério da Saúde assinam acordo para o desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB)


Por: Redação OD
A Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A (Amazul), empresa vinculada ao Comando da Marinha, e o Ministério da Saúde assinaram ontem (27), um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), plataforma que visa, entre outros objetivos, produzir radioisótopos para a fabricação de radio fármacos, de grande importância para o tratamento de doenças, e que irá auxiliar no tratamento de enfermidades em diversas áreas, tais como: cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia. O acordo garante investimentos na ordem de R$ 750 milhões, e que serão repassados pelo Ministério da Saúde até 2022.


Ainda este ano, o Ministério fará um aporte de R$ 30 milhões para o desenvolvimento do projeto, junto ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, da Marinha do Brasil, que cedeu parte do terreno, na cidade de Iperó (SP). O reator tornará o Brasil referência em Medicina Nuclear, e também pode tornar o país exportador, já que o número de reatores deste porte é pequeno em todo o mundo. Além da prevenção e tratamento de câncer, o empreendimento tornará o Brasil autossuficiente na produção de radioisótopos e permitirá o repasse de radio fármacos para o Sistema Único de Saúde (SUS) a preço de custo. Para o presidente da Amazul, Ney Zanella dos Santos, o País dispõe de tecnologia para fazer todo o ciclo do radioisótopo e além do uso na área da saúde.


A plataforma ainda disponibilizará tecnologias que poderão ser aplicadas na agricultura, meio ambiente e na indústria, além de, por exemplo, testar materiais, localizar fissuras em superfícies como asas de avião ou verificar a quantidade de agrotóxicos contida em alimentos. “Temos matéria-prima, tecnologia e pessoal capacitado para esse empreendimento, que nos livrará da dependência externa na produção desses insumos estratégicos", acrescentou o presidente da Amazul. “Este reator será fundamental para o tratamento das pessoas. Hoje, nós importamos muito desse medicamento e queremos produzir no Brasil, barateando os custos. Esta decisão tem interface com vários outros ministérios, mas agora ele irá priorizar a área da saúde”, afirmou o ministro Ricardo Barros, na solenidade de assinatura do acordo.


*Com informações da Amazul

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