sábado, 9 de junho de 2018

Exercício emprega mais de 20 aeronaves Super Tucano na Serra do Cachimbo durante 45 dias. Militares realizam testes dos sistemas de armas dos aviões

Efetividade do sistema de armas do A-29 Super Tucano é testado durante o EXTEC

Por: Redação OD

O silêncio da selva amazônica dá lugar ao som dos motores dos A-29 Super Tucano e das explosões dos armamentos lançados por eles. Foi assim que começou no dia 21 de maio o Exercício Técnico (EXTEC) Ar-solo 3° Grupo, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, sul do Estado do Pará. Durante 45 dias, cerca de 250 militares e mais de 20 aeronaves dos esquadrões do 3° Grupo de Aviação realizam treinamento e qualificação em emprego de armamento aéreo contra alvos no solo. O exercício conta ainda com uma equipe do 7°/8° GAV (Esquadrão Harpia) que prestará o apoio para eventuais missões de Busca e Salvamento. Sediados, respectivamente, em Boa Vista (RR), Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS), os Esquadrões Escorpião (1°/3° GAV), Grifo (2°/3° GAV) e Flecha (3°/3° GAV), têm a oportunidade de verificar a efetividade dos pilotos e dos sistemas de armas das suas aeronaves A-29 Super Tucano, seja com armamento de exercício ou real. 

Treinamento de forma sequencial
permite ganho operacional e maior economia
No EXTEC, ainda realizam missões constantes no Curso de Formação de Líderes de Esquadrilha de Caça (CFLEC) e mantém o adestramento do pessoal de manutenção quanto à preparação e operação de armamento real. Durante o dia ou à noite, com a utilização de óculos de visão noturna, os pilotos realizam bombardeios de grandes altitudes (acima de 3000m), de média altitude (entre 1500m e 3000m) e rasantes (abaixo dos 1500m). Para isso, utilizam bombas de exercício - apenas com sinalização do local do impacto -, inertes e reais. Os participantes ainda lançam foguetes SBAT-70 e executam tiro terrestre, utilizando metralhadoras municiadas com cartuchos .50. Os militares também cumprem missões como Controladores Aéreos Avançados (CAA), quando assumem missões de, exclusivamente, detectar, localizar e identificar alvos visualmente no campo de batalha e coordenam o ataque por aeronaves táticas contra estes alvos.

Pilotos realizam bombardeios durante a noite
com óculos de visão noturna
O Comandante da Ala 7, em Boa Vista (RR), e Diretor do Exercício, Coronel Aviador Eric Breviglieri, explica que o treinamento dos Esquadrões Aéreos de maneira sequencial permite um ganho operacional e uma maior economia dos meios de logística do EXTEC. "Esse conceito beneficia o uso de aeronaves de apoio, facilita o planejamento de hospedagem nas dependências do CPBV e, ainda, permite às equipagens realizar um número maior de surtidas", afirma. Segundo o Coronel Breviglieri, o exercício também é uma oportunidade para os militares especialistas em material bélico manusearem e prepararem aeronaves para utilização de armamento real e para os pilotos analisarem os resultados dos seus empregos em ações de Força Aérea. "Essa é uma excelente conjuntura para avaliar o desempenho do binômio homem-máquina", conclui o coronel.

Fonte: CECOMSAER - Fotos: Tenente Renato / Ala 5
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