sábado, 14 de outubro de 2017

Navio de apoio oceanográfico Ary Rongel (H44) zarpou para mais uma Operação Antártica (OPERANTAR XXXVI)


Por: Redação OD


A Marinha do Brasil deu início a missão 36ª Operação Antártica (OPERANTAR XXXVI), que tem por objetivo realizar apoios logísticos da Estação Comandante Ferraz, além de colaborar com projetos de ciência e tecnologia. Sendo assim nesta sexta feira (13), partiu do Arsenal de Marinha, no Rio de Janeiro, rumo ao continente gelado o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, e levando consigo a bordo 107 tripulantes que irão apoiar os projetos de pesquisa científica do Brasil. O navio tem uma previsão de chegada ao continente antártico no dia 26 deste mês. 

Segundo a Marinha, a missão terá como objetivo além de fazer o apoio logístico aos Módulos Antárticos Emergenciais (MAE), eles irão atuar na reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz, além de servirem como plataforma para a realização de pesquisas, efetuando lançamentos e recolhimentos de pesquisadores. O regresso ao Rio de Janeiro está previsto para abril de 2018.


O comandante do Ary Rongel, o Capitão de mar e guerra Antônio Braz de Souza, disse que a tarefa principal do navio é dar suporte ao Programa Antártico Brasileiro. Segundo ele, o fim da reconstrução da nova Estação Antártica Comandante Ferraz está previsto para março de 2018. A estrutura foi destruída por um incêndio em fevereiro de 2012. As atividades científicas envolverão estudiosos de diversas instituições de ensino e pesquisa do país, que desenvolverão seus projetos utilizando como base, além do próprio navio, os acampamentos estabelecidos na região antártica.  “A gente realiza algumas pesquisas a bordo nas áreas de biologia, oceanografia e geologia, enfim todas as ciências relacionadas ao meio ambiente antártico”, disse o comandante.

Programa Antártico


O Programa Antártico Brasileiro foi criado em 1982 com o objetivo de desenvolver um programa científico que incluísse o Brasil entre os países do Tratado da Antártica. A Estação Comandante Ferraz foi instalada dois anos depois, em fevereiro de 1984, e tornou-se a base para as pesquisas brasileiras no continente, abrigando militares e cientistas. A estrutura foi destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012. O fogo começou na praça de máquinas, local onde ficavam os geradores de energia. Dois militares da Marinha morreram tentando apagar o incêndio, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos. Desde o incêndio, a instalação de módulos emergenciais tem permitido a permanência brasileira e a continuidade das pesquisas no local.

Com Informações da Agência Brasil
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