segunda-feira, 24 de setembro de 2018

"Corridão do Cazuca" faz o chão tremer no Rio de Janeiro

Imagens via organização "Corridão do Cazuca".

Por: Redação OD.

Nessa manhã de  domingo dia 23 aconteceu no Rio de Janeiro um evento ímpar, em homenagem à todos os  militares das Forças Armadas e Policiais Militares que tombaram no combate a criminalidade e na guerra contra a narco-guerrilha no Rio de Janeiro, evento esse batizado de "Corridão do Cazuca", inicialmente em homenagem ao segundo sargento do Exército Brasileiro, Bruno Albuquerque Cazuca, de 35 anos, cuja mulher estava grávida do terceiro filho do casal, e que foi baleado e morto  durante um arrastão em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Cercado, por aproximadamente 10 marginais, o Sargento Cazuca, lutou como os fortes para defender sua família e morreu como Comandos, em combate, digno e honrado. 





O evento conseguiu reunir mais de mil militares da reserva e um número bem maior ainda não calculado de civis que  acompanharam a corrida e também outros que participaram como apoio e espectadores. Mesmo com uma organização informal e sem o apoio da prefeitura, o evento transcorreu de forma exemplar no civismo e organização,  e, sem causar pormenores que atrapalhassem a via pública local. Houve de última hora o acompanhamento  de um canal de TV estrangeiro que registrou a corrida para divulgação nos EUA.

Apesar do evento não ter ganho o devido destaque pela grande mídia brasileira, o sucesso do numero de participantes bem além do esperado já motivou a organização a  preparar um próximo evento para o proximo ano, pois a intenção é transformar a data em dia nacional de lembrança à todos os Militares das Forças Armadas, Policiais Militares, Bombeiros e Policiais Civis que tombaram em combate ao crime e narco-guerrilha em todo o Brasil.

A origem do "Corridão de busto nú"

Imagem (ilustrativa) via Brigada de Infantaria Paraquedista/Exército Brasileiro. 

Existem muitas explicações para a tradicional corrida militar de "busto nú", aonde a particularidade maior é o uso da parte inferior do fardamento operacional (calça V.O. ou camuflada e botas/coturnos o que torna a corrida muito mais exigida para o físico em especial para os pés e pernas), mas a mais conhecida é a que a corrida veio para o Brasil por influência da tradição das tropas paraquedistas norte-americanas (101st Airborne Division) que ajudaram na implementação da doutrina de operações para a formação da Brigada Paraquedista do Exército Brasileiro nos anos após a 2a Guerra Mundial, e que, acabou por ser adotada por quase todas as  tropas de Forças Especiais.

“Caros amigos, esta semana os Precursores Paraquedistas e os Forças Especiais tiveram a perda de um grande Herói, o Sgt Cazuca. Militar, Marido, Pai e Filho exemplar. Sua vida foi ceifada a aproximadamente 300 metros de sua casa em um arrastão às 05:30 da manhã.  O Sgt Cazuca viveu com alegria contagiando a todos ao seu redor. E no momento de sua última batalha agiu como legítimo militar das Operações Especiais do Brasil. Ao sair de casa em Campo Grande para ir trabalhar em Niterói, se viu cercado por  aproximadamente 10 bandidos armados, e fez a única escolha possível para um COMANDOS, tentar a glória ou padecer na morte, mas jamais se entregar ao inimigo. Em seu último instante de vida, ele lutou com a coragem de um operador especial, não se acovardou. Infelizmente são coisas que estão acontecendo em nossa cidade e país com uma relativa frequência. Não deixemos passar em vão. Cultuemos o espírito desse guerreiro, que como diversos outros sargentos de nossas forças armadas vivem em áreas de risco em domínio do crime organizado, escapando da morte a cada dia. Que a coragem do Cazuca nos inspire a termos a mesma coragem e que possamos mudar o futuro de nosso país para que seu filho que está com 5 meses no ventre da mãe ainda possa desfrutar de um país melhor. Comandos! Força! Brasil”!



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