sexta-feira, 22 de março de 2019

Presidente Trump afirma: Estado Islâmico será “apagado do mapa em questão de horas”

Imagem via Daily Mail UK.


Por Redação OD Europa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, n (20/03) que o grupo Estado Islâmico (EI) será “apagado do mapa em questão de horas” em uma nova operação americana na Síria, enquanto exibia imagens sobre a redução da presença dos extremistas no Iraque e Síria.

Trump afirmou que as forças americanas provocaram baixas significativas no campo de batalha no mês passado. Em várias ocasiões anteriores, o presidente havia indicado o iminente desaparecimento do grupo.
No primeiro mapa exibido por Trump para jornalistas em Washington, o território ocupado pelo EI, marcado em vermelho, abrange grandes áreas. No segundo, mostra que o grupo está a ponto de ser eliminado.


“Não há vermelho. De fato, há um local pequeno que desaparecerá esta noite”, garantiu o presidente na Casa Branca. Mais tarde, em conversa com trabalhadores em Lima, Ohio, Trump voltou a usar os mapas para ressaltar as conquistas militares contra os extremistas.

“Quando assumi era um desastre, estavam por todos os lados, em toda Síria e Iraque”, declarou sobre o Estado Islâmico.

Os combates continuaram na quarta-feira em Baghuz, Síria, onde os radicais estão cercados por uma coalizão de curdos e sírios, entre outros, liderada pelos Estados Unidos.
Trump afirmou que no último mês as tropas americanas “mataram os terroristas responsáveis pelo ataque na Síria que deixou quatro americanos mortos”.
Na terça-feira, uma força apoiada pelos Estados Unidos na Síria disse que deteve elementos radicais suspeitos de envolvimento no ataque de janeiro, o mais letal para os militares dos Estados Unidos desde que chegaram ao país, em 2014.
Trump também disse que as tropas americanas mataram os autores do ataque ao teatro Bataclan em Paris, em 2015, e os responsáveis pelo bombardeio do USS Cole em 2000, que deixou 17 mortos. “Matamos todos”, afirmou Trump.
Em janeiro, o Exército dos Estados Unidos divulgou que acreditava que Jamal al Badawi, da Al-Qaeda e considerado o cérebro do atentado de 2000 contra el USS Cole, havia morrido em um ataque no Iêmen.

Mais de 3 mil terroristas do Estado Islâmico se rendem para forças militares na Síria

Cerca de três mil combatentes do grupo Estado Islâmico (EI), se renderam nesta terça-feira (12) às Forças Democráticas Sírias (FDS), que atacam seu último reduto no leste da Síria, informou Mustefa Bali, porta-voz das FDS, uma aliança curdo-árabe apoiada pela coalizão antijihadista liderada pelos Estados Unidos. O Estado Islâmico e seus braços, como Boko Haram, é um dos grupos terroristas que mais atacam cristãos.
Segundo Mustefa Bali, a forças sírias continuam seu “impulso final contra o que resta do chamado califado e os jihadistas estão rendendo em massa desde ontem”.
O porta-voz aponta que junto com os combatentes estão sendo rendidas suas famílias, incluindo crianças. “Mais de 3 mil se renderam às nossas forças em 24 horas”, reportou.
De acordo com o porta-voz das FDS, Adnane Afrine, os evacuados estão sendo transferidos do vilarejo de Baghuz, na província de Deir Ezzor, para um posto de controle da coalizão curdo-árabe.
Após uma noite de intensos bombardeios, um precário acampamento de tendas é tudo o que resta do “califado” autoproclamado pelo Estado Islâmico em 2014 em vastos territórios na Síria e no Iraque.
As forças sírias lançaram em dezembro a ofensiva final contra este reduto, mas a suspendeu várias vezes para permitir a evacuação de civis e combatentes.
No domingo (10), retomaram a ofensiva. Após duas noites de bombardeios, muitos jihadistas se renderam.
Na manhã desta terça, a calma prevalecia na região. Os aviões sobrevoavam as posições sem realizar bombardeios, constatou a AFP.

“A operação militar continua, mas desacelera durante o dia”, afirmou à AFP um comandante das FDS.

'Violentos' combates

Os combates em terra provocaram na segunda-feira a morte de 40 jihadistas e de três combatentes das FDS, segundo um porta-voz da força árabe-curda, Mustefa Bali.
Os aviões da coalizão anti-jihadista liderada pelos Estados Unidos bombardearam a área e destruíram veículos blindados e depósitos de armas, segundo Bali.
Ali Sher, comandante de uma unidade das FDS, participou com três grupos de homens de seu batalhão de "violentos" combates na segunda à noite.
Ele explicou que a tática de priorizar ações noturnas foi adotada porque durante a noite "os aviões da coalizão visam tudo o que se move, enquanto que aqueles que se rendem o fazem de manhã. Então, interrompemos nossos disparos para que se rendam", afirmou.
Cerca de 59 mil pessoas já deixaram Baghuz desde dezembro, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
A maioria foi levada ao campo de deslocados de Al Hol (noroeste), onde vivem atualmente mais de 66 mil pessoas, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

“Os últimos que chegaram (...) estão fisicamente pior”, acrescentou.

Desde dezembro, 113 pessoas - das quais dois terços com menos de cinco anos - morreram a caminho ou pouco depois de chegara ao acampamento, segundo a organização.

Com informações da Agence France Press, Reuters e Redação Orbis Defense Europa.

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