quarta-feira, 4 de julho de 2018

França desponta como maior fornecedor de armamentos e afins, a países do Oriente Médio


Por: Redação OD

A França, em comparação do ano frical de 2017 com o de 2016, dobrou à venda de armamentos e afins a países do Oriente Médio, revela um relatório do governo. Enquanto isso, o presidente Emmanuel Macron tentar lidar com a pressão de deputados e grupos de direitos humanos para conter o fluxo de armas nesta região. O país hoje, está entre os principais exportadores de armas do mundo, suas vendas vem crescendo nos últimos anos graças aos seus primeiros contratos de venda do caça Rafale, principalmente à Índia e ao Qatar, além de um acordo de venda de submarinos à Austrália, de vários bilhões de Euros. O governo de Macron, busca aumentar seu peso diplomático no Oriente Médio através da venda de navios, blindados, artilharia e munições para os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egito.

O relatório anual do governo sobre as vendas de armamentos e afins, divulgado na quarta-feira, mostra que das vendas totais de armas da França, houve uma queda de 7 bilhões de euros em 2017, em comparação à anos anteriores, onde não foram registrados contratos importantes, como o Rafale, por exemplo. No entanto, cerca de 60% das vendas foram para o Oriente Médio, com valores de exportações de armas para a região na ordem de 3,92 bilhões de euros, frente aos 1,94 bilhão de euros do ano anterior. As vendas para a Arábia Saudita caíram ligeiramente, enquanto os negócios para os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar subiram. As maiores empresas de defesa da França, incluindo a Dassault e a Thales, têm contratos importantes com o Golfo Pérsico.

Não é para a França concluir transações fragmentadas dependendo das oportunidades de mercado. O objetivo é criar um forte vínculo com os estados importadores, disse o relatório. As exportações de armas da França atendem às necessidades legítimas dos estados. A França é agora o terceiro maior exportador de armas do mundo, atrás somente dos Estados Unidos e da Russia, de acordo com o Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo. Ao contrário de muitos aliados, os procedimentos de licenciamento de exportação Franceses não têm controle parlamentar. Eles são aprovados por um comitê liderado pelo primeiro-ministro que inclui os ministérios de Defesa, Fazenda e Relações Internacionais. 

Os detalhes das licenças não são públicos e, uma vez aprovados, raramente são revisados. Organizações não-governamentais (ONGs) e alguns legisladores pediram que Macron diminua o apoio aos países árabes que fazem parte de uma ofensiva liderada pela Arábia Saudita no Iêmen contra combatentes do movimento houthi, alinhado com o Irã, que controla a capital. O governo francês diz que suas vendas de armas são regidas por procedimentos rigorosos que estão de acordo com os tratados internacionais. Quatro ONGs, incluindo a Federação Internacional de Direitos Humanos, acusaram na segunda-feira o Estado francês e várias empresas francesas de participarem tacitamente de uma repressão do governo egípcio contra grupos de oposição nos últimos cinco anos.

*Com informações de agências de notícias internacionais

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