segunda-feira, 16 de julho de 2018

Enquanto Joint venture com a Boeing não se concretiza, Embraer busca soluções para baixar custos de seus E-Jet E2


Por: Redação OD

Embraer, vem procurando soluções rápidas na tentativa de se conseguir baixar os custos de manutenção e a queima de combustível de seu jato E2, uma vez que a concorrência se mostrou mais dura frente ao rival A220 (antigo CSeries e agora chancelado pela Airbus), disseram executivos. “Espero que possamos apresentar uma boa exibição na terça-feira”, disse o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, John Slattery, a bordo do jato E190-E2 a jornalista, sobre possíveis anúncios de pedidos durante a feira de Farnborough. No início deste mês, a Boeing fechou um acordo de controle acionário no braço de aeronaves comerciais da Embraer sob uma nova joint venture de U$S 4,75 bilhões, após a Airbus concluir um acordo semelhante, para assumir o controle do programa Cseries da rival Bombardier. Foi um duro golpe para a Embraer, a notícia da semana passada dando conta que a empresa norte-americana JetBlue optou pelo novo modelo A220-300, anteriormente conhecido como Cseries.

Falando separadamente antes da feira, o presidente da Bombardier Commercial Aircraft, Fred Cromer, disse que o acordo com a Airbus permitiu que o ex-Cseries atingisse todo o seu potencial. “É a melhor aeronave desse segmento. É um projeto limpo, não é uma reengenharia de uma plataforma existente”, disse acrescentando que seu benefício está nos baixos custos operacionais e na economia de combustível. O E190-E2, que a Embraer expõe em Farnborough com um tubarão pintado no nariz, é a primeira de três aeronaves de nova geração na linha de jatos comerciais da Embraer com novas asas e motores Pratt & Whitney destinados a melhorar eficiência do combustível. A combinação de conhecimento adquirido com a primeira geração e a nova tecnologia é o que nos torna únicos”, disse Rodrigo Silva e Souza, vice-presidente de marketing da Embraer Aviação Comercial, destacando a queima de combustível e intervalos de manutenção mais longos como as principais economias para as operadoras. 

A versão menor do E2, o E175-E2, foi reduzida devido a uma cláusula de escopo nos contratos dos pilotos norte-americanos que o impede de participar do mercado de aviação regional dos EUA devido ao seu peso. Slattery disse que a Embraer ainda estava planejando a entrada em serviço no final de 2021, acrescentando que viu oportunidades fora da América do Norte, como a substituição de turboélices no sudeste da Ásia e nos países da CEI. Cromer, da Bombardier, disse que não esperava que a cláusula de escopo fosse alterada em breve, acrescentando que beneficiou seu avião CRJ. Enquanto isso, as transportadoras norte-americanas ainda estão interessadas na versão atual do E175, disse Slattery, acrescentando que o jato continuará a ser produzido enquanto for necessário.

*Com inoformações de agências de notícias internacionais

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