sexta-feira, 6 de julho de 2018

Acordo da Embraer com a Boeing só teve apoio das Forças Armadas após 'Blindagem' da área de defesa


Por: Redação OD

O acordo entre Embraer Boeing só obteve o apoio das Forças Armadas, após que as tratativas entre as duas empresas caminharam no sentido de "blindar" a atuação da empresa brasileira na área de defesa, que ficou de fora do negócio. A Embraer desenvolve projetos para as três Forças, sobretudo para a Força Aérea, com emprego de tecnologia nacional. Entre eles, destacam-se as aeronaves A-29 Super Tucano, T-27 (Tucano), KC-390 e o Gripen E, que está sendo desenvolvido em parceria com a sueca Saab. Além de equipar a Força Aérea, o Tucano, por exemplo, tem reconhecimento internacional, sendo exportado para vários países. O KC-390 também tem potencial de vendas externas.

O T-27 Tucano, foi desenvolvido pela Embraer em conjunto com a Força Aérea para substituir a aeronave de treinamento T-37 Dragonfly, que foi descontinuada pela fabricante Cessna. O T-27, completa em 2018, 35 anos de serviço na Força Aérea, sendo ele exportado para países como: Argentina, Colômbia, Venezuela, Peru, Paraguai, Honduras e Irã. O A-29 Super Tucano também desenvolvido a partir de requisitos operacionais propostos pela FAB, a qual comprou 99 unidades. Entre as principais vantagens estão a capacidade de operar em ambientes com pouca estrutura e pistas de dimensões pequenas. Tem baixo custo operacional, voa em baixa altitude e pode ser usado em missões de interceptação.

A cereja do bolo que se encontra em processo final de homologação e de testes quase concluídos, o cargueiro KC-390, é outro modelo que desperta o interesse de vários países. A Força Aérea Brasileira, será a maior operadora desta aeronave, com uma encomenda de 28 unidades, e um valor total de R$ 7,2 bilhões, para substituir a frota de seus C-130M Hércules. A previsão é que a primeira unidade seja entregue ainda este ano, e asua carteira de pedido de outros países tem potencial para chegar a 500 unidades. Segundo a FAB, mais de 50 empresas participam do projeto, que tem parceria da Argentina, de Portugal e da República Tcheca. Em fase de desenvolvimento, o Gripen E, que tem uma encomenda de 36 aeronaves, irá substituir os atuais F-5M da FAB.

A primeira unidade deve ser entregue em 2019. De origem sueca, o projeto prevê transferência de tecnologia para o Brasil. Além das aeronaves em uso na Força Aérea, a Embraer desenvolve radares e sistemas de controle de fronteiras para o Exército e está em processo de revitalização nos caças AF-1 (A-4) da Marinha. Para se manter, a área de defesa, que ficará com a Embraer, junto com com o departamento de aviação executiva e o segmento de serviços, contará com o poder da Boeing para expandir as vendas dos aviões militares. Segundo fontes, a Embraer está com dificuldades para vender o KC-390 e a Boeing será um poderoso aliado nesta parte.

*Com informações do Jornal O Globo

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