quinta-feira, 14 de junho de 2018

Presidente sul-coreano revela que precisará ser 'flexível' com o Norte e concorda de revisar exercícios militares com EUA


Por: Redação OD

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua intenção de interromper os exercícios militares conjuntos entre os dois países, os quais ele chamou de "jogos de guerra" na última terça-feira dia 12, após o encontro histórico com o líder norte-coreano, Kim Jong Un. “Se a Coreia do Norte adotar atitudes sinceras em direção a desnuclearização e a mesma adotar um diálogo com a Coreia do Sul e com os Estados Unidos para resolver hostilidades. Assim, diante destas atitudes a Coreia do Sul precisará ser flexível em relação à pressão militar imposta sobre o Norte e iremos rever questões, e uma delas será sobre os exercícios militares com os Estados Unidos, para que seja cumprido o espírito da Declaração de Panmunjom, disse o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, nesta quinta-feira, em referência ao acordo para melhor relações que fechou com Kim na cúpula intercoreana de 27 de abril.

A decisão de Trump de interromper os "jogos de guerra", que chamou de "provocadores", pegou a Coreia do Sul de surpresa. No entanto, Moon disse que o país irá avaliar cuidadosamente os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos e pediu que suas autoridades cooperem com Washington na questão, disse seu gabinete em comunicado. Com isso, o presidente sul-coreano procura afastar as especulações de que teria ficado insatisfeito com o anúncio de Trump sobre a suspensão das manobras conjuntas, que pegou os sul-coreanos de surpresa. Moon, que assumiu a Presidência em maio de 2017, tem sido o grande artífice do degelo na Península Coreana e da aproximação entre EUA e Coreia do Norte. Foram seus enviados que levaram a Trump, em março, o convite de Kim Jong-un para a cúpula inédita entre os chefes de Estado americano e norte-coreano.

Reunião entre as Coreias

Representantes das delegações militares das Coreias
em Panmunjon:  Generais Ahn Il-san (Norte) e
Kim Do-gyun (Sul, direita) HANDOUT / AFP

As duas Coreias realizaram uma reunião de cunho militar pela primeira vez em mais de uma década nesta quinta-feira. Dois generais de nível duas estrelas de ambos os lados se encontraram na vila fronteiriça de Panmunjom, na Zona Desmilitarizada entre os dois países, apenas dois dias após a cúpula entre Kim Jong-un e Donald Trump. A última vez que as Coreias realizaram conversas militares foi em 2007. Uma reunião sobre assuntos militares estava prevista para maio, mas foi adiada após o Norte suspender repentinamente um encontro de alto nível com a Coreia do Sul em protesto aos exercícios aéreos de EUA e Coreia do Sul. Ahn Il-san, chefe da delegação do Norte, afirmou que o atraso se deu devido a "certos contratempos", sem detalhar, acrescentando que os dois lados devem superar obstáculos futuros com base em compreensão mútua e o espírito da cúpula intercoreana de 27 de abril, realizada no mesmo local. Já Kim Do-gyun, negociador à frente do time sul-coreano responsável pela política destinada à Coreia do Norte no Ministério da Defesa, disse à imprensa que ele e Ahn vão explorar formas de atenuar as tensões militares e elaborar um cronograma de encontros ministeriais. Os dois devem debater o estabelecimento de uma linha direta entre os dois Exércitos.

*Com informações de agências de notícias internacionais

Nenhum comentário: