terça-feira, 19 de junho de 2018

Grupo técnico reúnem-se esta semana para decidir sobre parceria, mas a negociação entre Boeing e Embraer avança


Por: Redação OD

As negociações entre as empresas Embraer e Boeing avançaram nos últimos dias e uma nova reunião para tratar da criação de uma joint venture global na área de aviação deve ocorrer esta semana, disseram três fontes ligadas ao governo. As conversas entre as duas empresas e o governo federal, que detém direito de veto sobre decisões estratégicas da fabricante brasileira de aeronaves, visam enfrentar uma parceria em aviação comercial que deve ser concluída em julho entre a canadense Bombardier e a européia Airbus. Um grupo técnico fora criado dentro do governo federal para estruturar a parceria entre Boeing e Embraer e conta com a participação de integrantes dos ministérios da Fazenda, Defesa e outros órgãos.

"Vamos ter uma reunião essa semana para tratar dos avanços", disse a primeira fonte próxima do assunto. A ideia é que a joint venture englobe os produtos de aviação comercial das duas empresas. De acordo com uma das fontes próxima ao assunto, pelo governo a Boeing deve ficar com 80% da nova empresa e a Embraer com 20%. O Brasil, de acordo com esse segunda fonte, quer que os negócios na área militar da Embraer, como aviões de combate e sistemas de radar, fiquem com a empresa brasileira. "Esse é o ponto vital da negociação para o Brasil e todos estão debruçados em cima disso. A ordem é manter o desenvolvimento da tecnologia no Brasil e esse é um ponto relevante", afirmou a segunda fonte. "O que está faltando é resolver a questão de pesquisa e desenvolvimento. Queremos garantir que fique no Brasil", disse a segunda fonte. As fontes não indicaram quando a reunião vai ocorrer nesta semana ou quando um acordo poderia ser alcançado. 

O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou na véspera que as duas empresas devem fechar um acordo em 15 dias. As ações da Embraer subiam 0,7% às 16h, horário de Brasília. Embraer e Boeing conversam desde o ano passado sobre uma eventual parceria, mas até agora não tornaram público nenhum dos termos das negociações. Em maio, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que estava otimista com o andamento das negociações e que esperava que as empresas acertassem um acordo ainda neste ano. Na ocasião, ele afirmou que "as empresas buscam um caminho de ganha-ganha entre elas. Esse caminho está sendo encontrado", disse ele a jornalistas. "O que se busca é preservar o lado de Defesa da Embraer", adicionou. Consultadas nesta segunda-feira, a Embraer não comentou o assunto e a Boeing disse apenas que "as negociações continuam".

*Com informações de agências de notícias internacionais

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