sábado, 30 de junho de 2018

Donald Trump avalia retirar militares da Alemanha, caso esta não aumente seus gastos com Defesa


Por: Redação OD

Segundo o matéria veiculada pelo jornal Washington Post, o Departamento de Defesa dos EUA está avaliando a possibilidade de retirar as tropas americanas na Alemanha e a cúpula da OTAN ainda avaliam, se o presidente dos EUA, Donald Trump, realmente considera à ideia (durante uma reunião com militares, foi-se levantada a possibilidade) ou se ele pretende apenas pressionar os seus aliados (OTAN) a gastarem mais com defesa, antes da cúpula da Aliança Atlântica, marcada para ocorrer Bruxelas nos dias 11 e 12 de julho. Mais de 35 mil militares das forças armadas dos EUA estão baseados na Alemanha, o maior contingente de tropas americanas fora do seu território. Mas a possibilidade, vem provocando inquietação entre os países membros da Otan. 

A Casa Branca, notificou por meio de uma carta, os sete países-membros da OTAN entre os quais a Alemanha, para lembrar de seus compromissos, em que os países assumiram de direcionar 2% do PIB para o uso em despesas militares até 2024. Os alemães, no entanto, já informaram que não pretendem alcançar esse patamar. Em 2017, a Alemanha gastou apenas 1,24% do seu PIB com defesa, e se pretende elevar essa participação para 1,5% até 2024. O presidente americano aponta, com regularidade, que Washington paga uma fatia excessiva do orçamento da aliança. Segundo os planos do Departamento de Defesa, entre as opções avaliadas pelos americanos estão um repatriamento de grande parte dos 35 mil militares ou sua transferência, total ou parcial, para a Polônia.

Os poloneses são recentemente os aliados mais entusiasmados que Donald Trump “ganhou” e o presidente costuma elogiar o país, que gastou 1,99% do seu PIB em defesa no ano passado e deve alcançar em 2018 o patamar defendido por Trump. Entre os países da OTAN que gastam 2% ou mais do seu PIB estão o Reino Unido, a Estônia e a Grécia. Segundo o Washington Post, citando fontes anônimas, o estudo sobre a retirada das tropas ainda está em elaboração. Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional desmentiu, em comunicado, ter solicitado a análise de uma eventual retirada militar da Alemanha, apontando que o Pentágono "examina regularmente o posicionamento das tropas e as análises custos-benefícios".

O comunicando aponta ainda que os EUA "continuam empenhados com a Alemanha, nossa aliada, e com a OTAN". Durante a campanha eleitoral de 2016, Trump fez várias críticas à OTAN, que foi qualificada por ele de "obsoleta". Recentemente, ele disse que a aliança é "mais nefasta" do que o acordo de livre comércio dos EUA com o Canadá e o México, outro alvo regular de ataques do presidente. A presença de tropas americanas na Alemanha vem diminuindo nas últimas décadas, especialmente depois do fim da Guerra Fria. Em 1962, os EUA tinham 274.119 militares no país.

*Com informações de agências de notícias internacionais

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