sexta-feira, 25 de maio de 2018

Investigadores Holandeses confirmam que abate do voo MH17 da Malaysia Airlines fora feito por brigada do Exército Russo

Buk-M3: Sistema russo de defesa antiaérea

Por: Redação OD

A equipe de investigadores holandeses, responsáveis pelo laudo final sobre o abate do Boeing 777 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, em 2014, chegaram a conclusão de que o míssil lançado para este fim trágico, fora lançado por uma "brigada do Exército da Federação Russa", confirmou nesta quinta-feira (24/05) em uma coletiva o promotor holandês, Fred Westerbeke, onde o qual afirmou que os investigadores "fizeram um grande progresso com a identificação de aproximadamente 100 pessoas envolvidas no fato", embora que, as investigações ainda "estão longe de terminar", ressaltou o promotor.

Jennifer Hurst, comandante da polícia australiana, fala ao lado de componente de míssil Buk recuperado do local em que caiu o voo MH17 da Malaysia Airlines em 2018 na Ucrânia (Foto: AP Foto/Michael Corder)

A brigada 53, baseada em Kursk, no Oeste da Rússia , foi deslocada para a região menos de um mês antes do ataque ao voo MH17, um comboio com seis veículos, todos fazendo parte do Exército russo (porque tinham o número de identificação), levaram o míssil para a fazenda de onde ele foi lançado. Durante entrevista coletiva em Haia, a equipe de investigadores mostrou vídeos e fotografias do momento no qual o comboio de veículos militares russos levava as seis partes do míssil e afirmou que estas imagens formam "uma impressão digital". A Promotoria assegurou que ainda "não se pode confirmar por que o míssil foi lançado" contra o avião para provocar a tragédia que matou quase 300 pessoas que estavam a bordo. O órgão também não quis dar os nomes das pessoas identificadas, mas afirmou que elas "serão levadas à Justiça holandesa", que julgará o ocorrido quando esta equipe de investigadores concluir seus trabalhos.

O outro lado

Em imagem de arquivo, investigador da Malásia inspeciona o local do acidente do voo MH17, perto da aldeia de Hrabove, na região de Donetsk (Foto: Maxim Zmeyev/Reuters)

A Rússia insistiu nesta quinta-feira, que foi a Ucrânia quem derrubou em 2014 o Boeing 777 da Malaysia Airlines, em resposta às acusações de uma equipe de investigadores internacionais de que Moscou teria colocado nas mãos dos rebeldes pró-Rússia o sistema Buk que disparou o míssil quando a aeronave sobrevoava a região de Donetsk. "A parte russa apresentou às forças de segurança holandesas provas exaustivas que demonstram (...) inequivocamente o envolvimento dos Buk ucranianos (e não russos) na derrubada do avião de passageiros Boeing procedente da Holanda", diz um comunicado do Ministério da Defesa russo. Os militares russos acusaram a equipe de investigadores de "não contarem em absoluto com os depoimentos das testemunhas que vivem nos núcleos de população mais próximos do local do acidente, que indicam que o foguete foi lançado a partir do território controlado pelas Forças Armadas ucranianas".

*Com informações de agências de notícias internacionais

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