sexta-feira, 27 de abril de 2018

USAF realiza voos de treinamento com bombardeiros B-52 junto a região do Mar do Sul da China


Por: Redação OD
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) emitiu um comunicado nesta sexta feira dia 27/04, avisando que a mesma, vem realizando voos de treinamento com seus bombardeiros B-52, na região junto ao mar do sul da China e da ilha de Okinawa, ao sul do Japão"Os B-52 conduziram o treinamento e depois deslocaram-se para áreas próximas de Okinawa para realizarem atividades em conjunto com caças F-15C Strike Eagles, antes de retornar a Guam", afirmou a Força Aérea dos EUA, fazendo referência à Base Aérea de Andersen, na ilha de Guam, no Oceano Pacífico.

No mesmo comunicado, Washington afirma que estas missões são realizadas desde 2004 e respeitam as regras do "direito internacional". Um porta-voz da Força Aérea disse: "Esta foi mais uma missão de rotina". O exercício foi divulgado na mídia de Taiwan esta semana, onde a qual afirmou que as atividades podem ser um alerta dos Estados Unidos para com a China após a crescente presença militar de Pequim em torno de Taiwan. O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, foi questionado sobre os voos de bombardeiros norte-americanos em uma entrevista coletiva na quinta-feira, mas ele disse apenas que as forças armadas chinesas tinham a situação sob controle.


A China vem emitindo alertas cada vez mais estridentes para Taiwan, e tem voado em aviões militares ao redor da ilha, no que a China chama de "patrulhas de cerco". Pequim teme que o presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista pró-independência, queira pressionar pela independência formal da ilha. Tsai diz que quer manter o status quo e a paz com a China. O tabloide estatal chinês Global Times afirmou em editorial que se o objetivo das aeronaves militares é enviar um recado, a missão foi um fracasso. "Os EUA não podem impedir que o continente exerça pressão militar sobre Taiwan", afirmou. "Aeronaves militares do continente voarão cada vez mais perto de Taiwan e no final voarão sobre a ilha", disse o jornal.
"Se as autoridades de Taiwan promoverem abertamente a política de 'independência de Taiwan' e cortarem todos os contatos oficiais com o continente, o continente considerará Taiwan um regime hostil e terá meios infinitos para lidar com isso." Taiwan e o mar do sul da China são dois pontos de atrito entre Washington e Pequim. A China tem se irritado com as patrulhas norte-americanas de "liberdade de navegação" no disputado mar da China meridional, onde a China reivindica terras para bases militares. Também tem causado descontentamento a relação entre os EUA e Taiwan, que é vista por Pequim como parte seu território.

*Com Informações de Agência de Notícias Internacionais

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