quarta-feira, 11 de abril de 2018

Trump prediz sobre novo ataque a Síria: "Russia, prepare-se". Analistas revelam que bases militares podem ser atacadas


Por: Redação OD
Usando sua  principal ferramenta de comunicação com o mundo, o Twitter, o presidente norte-americano, Donald Trump publicou avisos provocatórios na manhã desta quarta-feira (11). "A Russia promete abater quaisquer mísseis disparados contra a Síria. Prepare-se, Russia, pois eles estão chegando, bons, novos e “inteligentes”! Vocês não deveriam ter-se aliados a um animal assassino que mata o seu povo com gás e gosta disso!", escreveu Trump na sua páginaO anúncio aparece na sequência da declaração do presidente feita em 9 de abril, quando Trump afirmou que nas 48 horas seguintes ele e sua administração decidiriam como os Estados Unidos iriam responder ao suposto ataque químico da cidade síria de Douma.

Hoje pela manhã, a imprensa relatou que Trump e seus assessores estariam considerando uma "poderosa" resposta militar ao suposto uso de uma bomba de cloro, considerando isso a única maneira de impedir futuros ataques do tipo. A agência de notícias turca Yeni Safak  informou, que Washington já teria escolhido 22 alvos, inclusive russos, na Síria. Porém, passada uma meia hora após a postagem, o presidente dos EUA parece ter abrandado a sua retórica, e se perguntou se chegou a hora de por fim à corrida armamentista. "Nosso relacionamento com a Russia hoje é pior do que nunca, inclusive na época da Guerra Fria havia diálogo. Não tem motivo para isso. A Russia precisa de nós para salvar sua economia, algo bem fácil de fazer, e precisamos que todas as nações cooperem. Terminar a corrida armamentista?", publicou

Vale ressaltar que, em 2013, na época da presidência de Barack Obama, que também considerou as mesmas variantes de agressão militar contra a Síria, Trump expressou uma opinião completamente oposta. "Não ataquem a Síria, esse ataque não vai trazer nada senão problemas para os EUA. Se foquem em fazer nosso país forte e grande de novo!", escreveu ele no Twitter em 9 de setembro de 2013. Já a chancelaria russa, representada por Maria Zakharova, se apressou em comentar a declaração provocatória de Trump, assinalando que os ataques norte-americanos deveriam ter como alvo os terroristas e não o governo do país que combate ao terrorismo. "Os mísseis inteligentes devem voar em direção dos terroristas e não de um governo legítimo que luta contra o terrorismo internacional no seu território por muitos anos", escreveu Zakharova.
Além disso, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sugeriu qual o objetivo que, de fato, estaria por trás do ataque planejado. "A propósito, os inspetores da OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas) foram avisados de que agora os mísseis inteligentes vão destruir todas as provas de uso das armas químicas no terreno? Ou toda a ideia consiste em rapidamente se livrar dos vestígios de uma provocação através de mísseis inteligentes, para que os inspetores internacionais já tenham nada para buscar como provas?", escreveu a diplomata.

Analistas revelam que bases militares sírias podem ser atacadas pelos EUA


Analistas do centro militar norte-americano Stratfor revelaram as mais prováveis bases militares na Síria que podem ser atacadas pelos EUA e seus aliados no âmbito do alegado uso de armas químicas em Ghouta Oriental. De acordo com o centro Stratfor, os EUA planejam realizar uma operação de maior magnitude do que a de abril do ano passado, quando os navios da Marinha dos EUA realizaram um ataque contra a base aérea de Shayrat. Naquele momento, Washington declarou que foi neste local que estavam instalados os aviões com armas químicas, embora não houvesse evidência disso. Os especialistas acreditam que durante uma nova operação dos EUA, os militares norte-americanos atacariam os lugares associados ao programa de armas químicas sírio e as bases aéreas perto de Damasco: Dumeir, Marj Ruhayyil e Mezzeh. Segundo eles, os EUA não planejam conter Damasco, mas enfraquecer as capacidades do governo sírio de realizar os alegados ataques químicos.

O ataque poderia durar vários dias. Supostamente, os aliados dos EUA — França, Reino Unido, Arábia Saudita, Qatar ou Emirados Árabes Unidos (EAU), apoiariam os militares norte-americanos. Os analistas sublinham que essa operação envolveria muitos recursos, por exemplo, os destróieres localizados nos EUA. Anteriormente, foi relatado que um grupo de ataque naval dos EUA, liderado pelo porta-aviões USS Harry S. Truman, estava se dirigindo para o mar Mediterrâneo, para atuar na costa da Europa e do Oriente Médio. Segundo os analistas, o destróier levaria uma semana para atingir o Oriente Médio. Anteriormente, o Ocidente acusou Damasco do alegado ataque com bomba de cloro gasoso na cidade de Douma, situada em Ghouta Oriental, o que supostamente resultou na morte de dezenas de civis. 


O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que as falsas denúncias de ataques químicos visam proteger os terroristas e justificar uma intervenção militar estrangeira na Síria. Em 13 de março, o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia declarou que os terroristas estavam preparando provocações com o uso das substâncias tóxicas em Ghouta Oriental a fim de acusar Damasco do uso de armas químicas. Os militares russos avisaram que os EUA iriam usar essa provocação como pretexto para realizar um ataque contra a Síria. Em 10 de abril, a Rússia e os EUA apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) suas propostas de resolução sobre investigação do uso de armas químicas na Síria. As duas resoluções foram rejeitadas.

*Com Informações de Agências de Notícias Internacionais

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