sexta-feira, 13 de abril de 2018

Temer elogia Forças Armadas, tende a efetivar General como ministro da Defesa e cria 67 novos cargos para a intervenção


Por: Redação OD
Em um momento de expansão de espaço aos militares no seu governo, o Presidente da República Michel Temer, exaltou o papel das Forças Armadas durante solenidade de promoção de novos oficiais generais, ao lado do ministro interino da Defesa, general Silva e Luna, o qual o Exército espera vê-lo efetivado no cargo. Assessores do presidente Temer, afirmam que ele já decidiu por efetivar Silva e Luna, o general segue como interino há 44 dias, desde a posse de Raul Jungmann no ministério da Segurança Pública. Uma ala do governo defende que ele nomeie um civil, mas ministros de seu núcleo mais restrito sustentam que os militares devem ser contemplados, em meio à intervenção no Rio e ao cumprimento de vários decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO's).


A expectativa era de que Silva e Luna fosse efetivado com os novos ministros na posse coletiva da última terça-feira. Durante coletiva o general Silva e Luna afirmou que a interinidade "não é um desconforto", e que a intervenção já apresenta resultados: "Houve redução da criminalidade". O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, também participou do ato: foi a primeira aparição pública ao lado de Temer, desde o polêmico tuíte, no dia 3. "Temos tido mais um corajoso testemunho do profissionalismo e da abnegação dos nossos homens e mulheres de farda (...) Naturalmente, ninguém tem a ilusão de que uma medida específica, por mais bem planejada e abrangente que seja, vai solucionar, da noite para o dia, problemas que são antigos e estruturais", disse o presidente. "Mas o fato é que a ação das Forças Armadas no Rio de Janeiro, em coordenação com as autoridades locais, já mostra resultados, juntos seremos capazes de vencer aqueles que ameaçam o futuro dos brasileiros", completou.
Presidente cria 67 novos cargos para a intervenção

Quase dois meses após a intervenção federal no Rio, o presidente Michel Temer assinou uma medida provisória e um decreto criando oficialmente o cargo do interventor e outros 66 para compor o gabinete da intervenção. Com isso, deverá ser eliminado o entrave burocrático que impedia a liberação de R$ 1,2 bilhão para as ações no Rio. Na véspera, em reunião com parlamentares do Rio, o interventor, general Braga Netto, atribuiu o atraso nas operações de combate ao crime à falta de nomeação de seu pessoal. O ministro da Defesa, general Silva e Luna, negou que 63 ações de combate à violência no Rio tenham sido adiadas por falta de dinheiro. Disse que, na verdade, elas já estão planejadas, mas ainda não executadas:

"Talvez a palavra represada não tenha representado bem a ideia. São 63 ações já planejadas para serem executadas, mas não há nada represado por problema orçamentário. Silva e Luna negou que falte dinheiro para a intervenção e disse que já existe um planejamento de uso dos recursos: O presidente já definiu o valor, R$ 1,2 bilhão. Os recursos estão disponíveis e não foram ainda operacionalizados. Existe todo um planejamento de uso dos recursos, uma priorização", disse o ministro. " A intervenção está no ritmo esperado, mas admitimos que os resultados ainda não são perceptíveis: Intervenção não se faz do dia para a noite, então os resultados é que podem não estar sendo ainda muito perceptíveis. Mas, em termos de planejamento de gestão, está sendo feito", finalizou.
*Com Informações dos Jornais O GLOBO e VALOR ECONÔMICO 

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