sábado, 7 de abril de 2018

Relatório sobre os momentos finais do ARA San Juan dão conta que não foram apenas milissegundos e sim horas de angústia


Por: Redação OD

O relatório da comissão oficial que investigou o desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan, a qual é integrada pelos contra-almirantes Adolfo Trama e Alexandre Kenny e o capitão Jorge Bergallo (pai de um dos tripulantes desaparecidos), foi revelado a imprensa na última quarta-feira, onde  concluiu-se que o submarino apresentou uma série de problemas durante um longo período de tempo. Os três especialistas designados pelo Ministério da Defesa do país sul-americano concluiram que, os momentos finais do ARA SAN JUAN, fora marcado por uma série de acontecimentos ao longo de várias horas. Desta forma, desmentem a hipótese inicial, segundo a qual uma explosão teria acabado com o submarino em apenas 40 milissegundos.

Segundo o periódico La Nación, os membros da comissão chegaram a esta conclusão depois de analisarem outros casos semelhantes ocorridos antes, e de dialogarem com pessoas responsáveis pela manutenção do submarino, assim como outros especialistas internacionais e com a Organização do Tratado de Proibição de Ensaios Nucleares, a que detectou a “anomalia hidroacústica” no dia 15 de novembro, último dia que se teve contato com o ARA San Juan. 

Uma nova teoria


Os especialistas expuseram que a possibilidade de comprovar-se definitivamente sobre tal hipótese só seria possível se o submarino ou seus restos fossem encontrados. No entanto, deram explicações sobre o que consideram ter acontecido. Em primeiro lugar, teria sido declarado um incêndio na proa, mais precisamente nos tanques de bateria, quando entrou água através do snorkel. Esta situação obrigou o Submarino ir à superfície durante uma tempestade na noite do dia 14 de novembro. O processo para parar a fumaça de hidrogênio pode ter-se prolongado durante horas num contexto complicado devido às condições climáticas.

Uma vez solucionado (parcialmente) o problema, o ARA voltou a submergir, na tentativa de se alcançar a base naval do Mar de Prata e ali continuar com os reparos. No entanto, nesse momento pode ter-se desencadeado um novo incêndio. Isto teria feito com que, a tripulação perdesse o controle de lastros do submarino, fazendo com que ele afundasse ao fundo do mar. Nesse contexto, ter-se-ia produzido a explosão detetada por vários sensores internacionais que, para os especialistas do Ministério da Defesa, tratou-se de uma implosão provocada pela pressão da água a tanta profundidade.

Opções descartadas


Neste sentido, as teorias que falavam de várias falhas prévias ou da possibilidade de que, se tivesse sido abatido por outra embarcação que estivesse à superfície foram descartadas. Assim, foi também descartada a ideia de que o submarino poderia ter sofrido um ataque com torpedos, já que o registo da explosão não coincide com esse tipo de ações. Ao analisar as coordenadas que a tripulação repostou a sua base, os especialistas puseram de lado a possibilidade de que o submarino estivesse navegando próximo das ilhas Malvinas.

*Com Informações de Agências de Notícias Internacionais

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