domingo, 22 de abril de 2018

Força Aérea Brasileira realiza testes com um AH-2 Sabre, procurando deixá-lo "invisível" em um combate real (Vídeo)


Por: Redação OD

A população que mora no entorno do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeronáutica (DCTA), em São José dos Campos (SP), tiveram suas rotinas alteradas por conta do barulho provocado durante testes com um helicóptero da Força Aérea Brasileira. O trabalho que fora realizado com um helicóptero de ataque AH-2 Sabre, de fabricação russa, tem como objetivo, deixar a aeronave "invisível" durante um possível combate. “A gente mede o quanto de calor essa aeronave produz, e com essa informação a gente consegue desenvolver técnica e tática de forma a proteger os aeronavegantes que estão na aeronave contra um míssil infravermelho”, explicou o diretor do instituto de aplicações do DCTA, Tenente Coronel Luciano Magalhães.


Um equipamento altamente sensível para a captação de calor, é o responsável por medir as emissões de infravermelho do helicóptero durante o voo. Instalado no hangar, o equipamento é operado por técnicos da Força Aérea, que coletam dados junto a tela do aparelho, observando à área em vermelho, e é onde a aeronave emite mais calor. Os dados coletados no estudo serão usado para aumentar a segurança da tripulação durante possíveis ações. Com os resultados, é possível descobrir a qual distância um míssil oponente conseguiria supostamente atingir a aeronave. Mas o barulho tem gerado reclamações constantes dos moradores próximo do local dos testes, que acontecem durante a noite. 

Teste de helicóptero da Força Aérea é alvo de reclamações de moradores em São José (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)
Os voos têm que ser a noite, pois se fizéssemos durante o dia, o sol provoca várias reflexões na terra e nas nuvens que atrapalham os resultados que são medidos. A gente tomou algumas medidas para gente mitigar esse ruído”, completou Luciano. Os testes terminaram nesta última quinta-feira (19) após ter sido feitos testes noturnos por 16 dias consecutivos, e assim o helicóptero pode retornar para a sua base em Porto Velho (RO). As atividades foram realizadas em São José dos Campos, segundo o DCTA, pela capacidade técnica da equipe. Aqui no DCTA reúne grande quantidade de equipamentos que são capazes de fazer essa medição, bem como técnicos. Nossa equipe chega a 30 civis e militares, e são profissionais do mais alto gabarito, com conhecimento no infravermelho para que possa ser feita essa avaliação”, explicou o tenente.

*Com Informações do G1 (Vale do Paraíba)
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