sábado, 30 de dezembro de 2017

Conselho de Ministros da Itália aprova proposta para se formar contingente que irá atuar no Níger contra o terrorismo


Por: Redação OD

Foi aprovado na última nesta quinta-feira (28), pelo Conselho de Ministros da Itália, uma proposta do premier Paolo Gentiloni autorizando a participação deste país em missões internacionais à partir do próximo ano. O texto diz respeito à operação, em que as Forças Armadas Italianas pretendem realizar no Níger, na região africana do Sahel, para combater o tráfico humano e o terrorismo. A medida, que ainda precisa passar pelo aval do Parlamento, é mais uma ação do Governo de Roma para tentar fechar a rota migratória clandestina no Mediterrâneo Central, a qual já se obteve uma drástica redução após o acordo de treinar e equipar a Guarda Costeira Líbia.


"Iremos ao Níger após um pedido do governo local feito no início de dezembro", declarou Gentiloni nesta quinta, em sua coletiva de imprensa de fim de ano. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo será "consolidar o controle do território e das fronteiras" nigerinas e reforçar a polícia local (...) O Níger é um país mais pronto que outros para colaborar na questão migratória, até por ser uma nação de trânsito. Se dermos nossa contribuição para a consolidação da capacidade daquele país, faremos algo sacrossanto para o interesse italiano", acrescentou.


Nação de grandes dimensões e fronteiras porosas, o Níger fica no Sahel, espécie de cinturão árido que separa a África Subsaariana, de onde parte a maioria dos migrantes forçados que têm a Itália como destino, da costa mediterrânea do continente. Gentiloni já havia anunciado uma ajuda de 50 milhões de euros para reforçar as divisas nigerinas e determinado a abertura de uma embaixada na capital do país, Niamey. Recentemente, a União Europeia também prometeu 50 milhões de euros para a criação de uma força conjunta de cinco países do Sahel, que ainda inclui Burkina Fasso, Chade, Mali e Mauritânia.


Além disso, Niamey participou, a convite de Roma, da última cúpula do G7, em maio, na cidade italiana de Taormina. As Forças Armadas da Itália já iniciaram uma missão de reconhecimento no país africano, mas a missão só deve começar após o aval do Parlamento, que foi dissolvido pelo presidente Sergio Mattarella nesta quinta, para as eleições legislativas de 2018. A Itália trabalhará em conjunto com a França e as Nações Unidas (ONU), que já possuem contingentes em Niamey, e a operação envolverá até 470 militares, usando parte das forças que estão alocadas hoje no Iraque.

*Com Informações da Agência de Notícias ANSA
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