quinta-feira, 13 de julho de 2017

Antes tarde do que nunca... Marinha do Iraque recebe 2 corvetas Classe Assad compradas junto à Itália na década de 80


Por: Redação OD

A Marinha do Iraque recebeu duas corvetas da classe Assad, produzidas na Itália, cuja entrega fora adiada por mais de três décadas. As corvetas Musa ibn Nusayr e Tariq ibn Ziyad, batizadas em nome dos chefes militares da época da conquista muçulmana da Espanha, foram produzidas com um acordo de um contrato firmado na década de 80. O acordo previa a construção de um grupo de navios para a Marinha do Iraque, as quais seriam respectivamente, quatro fragatas da classe Lupo, seis corvetas da classe Assad, um navio-tanque e mais um cais flutuante. 


Após a guerra Irã/Iraque ter começado, o governo de Saddam Hussein conseguiu somente pagar pelo cais, o navio-tanque e duas corvetas, que foram entregues formalmente às tripulações iraquianas em 1986, mas continuaram na Itália até que o país pagasse o restante dos valores acertados. O cais flutuante e o navio-tanque conseguiram chegar ao Egito em 1986, mas sua viagem até o Iraque foi suspensa por causa da guerra com o Irã. A entrega destas duas embarcações foi realizada definitivamente após a intervenção do Iraque no Kuwait em 1991. 


O restantes dos navios foram anexados a Marinha Italiana e/ou vendidos a outras nações durante a decada de 90, quando o Iraque estava sob sanções, sendo 4 fragatas entraram em serviço junto a frota italiana e outras 4 corvetas foram vendidas à Malásia. No ano 2000, o novo governo iraquiano começou as negociações xom a Itália para conseguirem receber os navios. Finalmente em 2010, o cais chegou ao Iraque, sendo usado agora para fins civis. 


Em 2011, Bagdá firmou um contrato com a empresa Fincantieri para a reparação, modernização e a entrega ao Iraque das corvetas Musa ibn Nusayr e Tariq ibn Ziyad, bem como do navio-tanque Agnadin por um preço de U$S 300 milhões (R$ 962,6 milhões). Segundo fontes Iraquianas, ao que parece, a parte deste contrato quanto à reparação e à modernização das corvetas não foi cumprida, por isso, ambas estão no mesmo estado que estavam nos anos 80, o que põe em questão suas capacidades de combate.

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