quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Angola vai receber novos helicópteros russos entre 2016 e 2017

Por: Redação OD
A Rússia prevê fornecer helicópteros a quatro países africanos, entre os quais Angola, de acordo com um representante da Rosoboronexport, a agência russa que trata das exportações e importações de material de guerra.

Segundo Yury Demchenko, que falava ontem à margem de uma feira internacional aeroespacial e de defesa sul-africana, Angola deverá receber novos helicópteros Mil Mi-8/17 e Mil Mi-24/35 entre 2016 e 2017. O Ministério da Defesa assinou em Outubro de 2013 um contrato de 2013, no valor de USD 1000 milhões para aquisição de material militar à Rússia de acordo com o site da Rostec, de que a Rosoboronexport faz parte.
O responsável russo, que lidera a delegação da Rosoboronexport naquela feira, uma das maiores do género em África, explicou que estes helicópteros de utilização militar continuam a ser dos mais procurados pelos países africanos e novas unidades já foram entregues entre 2014 e 2016 às forças armadas de Angola, Sudão, Uganda e Rwanda.
“Entre 2016 e 2017, planeamos continuar a exportar estes helicópteros para Angola, Mali, Sudão e Nigéria. A nossa posição neste mercado em África é sólida, por isso estamos optimistas em reforçá-la”, disse Yury Demchenko, em Pretória, citado pela agência de notícias estatal russa, TASS.
As Forças Armadas Angolanas integram cerca de 100.000 operacionais, nos três ramos, e dados não oficiais apontam que já contam com 53 helicópteros Mil Mi-8/17 e mais 15 Mil Mi-24/35. Angola encomendou em 2015, conforme noticiado então pela Lusa, seis helicópteros à construtora AgustaWestland, por mais de USD 98,9 milhões. Propriedade da italiana Finmeccanica, a AgustaWestland constrói entre outros os helicópteros EH101 e Lynx.
O Ministério da Defesa recebeu em Março mais quatro helicópteros de transporte de fabrico russo Mil Mi-171Sh, de acordo com o contrato assinado com a Rosoboronexport. Estes helicópteros, que se juntam a mais quatro entregues o ano passado, são parte do contrato assinado em Outubro de 2013.
FONTE: Rede Angola

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