quinta-feira, 25 de agosto de 2016

DCNS irá acionar o suspeito de vazar dados de submarinos Scorpène na Justiça

A DCNS entrou com uma ação na Justiça contra um indivíduo que teve a identidade preservada por abuso de confiança, recebimento e cumplicidade, após o vazamento de informações técnicas confidenciais de seus submarinos Scorpène, informou uma fonte judicial - AFP/Arquivos
Por: Redação OD

A empresa de construção naval francesa DCNS, irá entrar com uma ação na Justiça comum contra um indivíduo que não teve a identidade revelada, por abuso de confiança, recebimento e cumplicidade, após o vazamento de informações técnicas confidenciais de seus submarinos da Classe Scorpène, informou uma fonte da justiça francesa, a ação será encaminhada para ser analisada pela procuradoria, a qual decidirá se deverá abrir uma investigação preliminar e com isso encaminhar as investigações a juízes de instrução ou arquivá-la.


A divulgação de 22.400 páginas, foi feita pelo jornal “The Australian” que afirmam terem em seu poder todas as páginas, detalham as capacidades de combate do Scorpène, que foi concebido inicialmente para a marinha indiana, mas que várias unidades foram exportadas para s Marinhas da Malásia e do Chile. O Brasil em parceria com a DCNS, está em fase final de produção de uma das 4 unidades convencionais da classe e que deve entrar em serviço a partir de 2018.


O vazamento destes documentos preocupam também a Austrália, já que em abril foi assinado um contrato junto ao grupo DCNS para se conceber e fabricar a sua próxima geração de submarinos, batizados de Barracuda. Os documentos vazados descrevem as sondas dos submarinos, seus sistemas de comunicação e de navegação, e 500 páginas são destinadas ao sistema de armas, como os lança-torpedos, revelou o jornal.



Segundo o jornal, a DCNS teria sugerido que o vazamento poderia ter tido como origem algum funcionário ligado ao contrato com a Índia e não da França. Os dados teriam sido retirados da França em 2011 por um ex-oficial da Marinha francesa que, na época, era empreiteiro da DCNS. Os documentos poderiam ter passado por empresas do sudeste asiático antes de serem enviados a uma empresa na Austrália, acrescenta o jornal. O site do DCNS afirma que o Scorpène está equipado com a tecnologia mais avançada, convertendo-o no mais letal dos submarinos de tipo convencional.

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